quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

songs about fucking

420!


Eu não gosto muito de trepar ouvindo música. Acho que a melhor trilha-sonora pra esse momento é o próprio barulho feito pelas pessoas. Mas, quando você mora com a mãe, trepar sem ouvir som fica meio arriscado. Então eu ouvi bastante música trepando, das quais separei as 15 que são mais fuck music mesmo. Fazendo um cd com essas 15 músicas, eu te garanto que você vai comer bem pra caralho. TOP 15 de músicas pra trepar, vamo lá!


15- Spain - I Lied


Essa música sempre me passa a imagem daqueles filmes românticos velhos em preto em braco. Tem algo de nostálgico aqui, e isso acaba sendo sensual pra caralho. Eu sei que em filmes velhos não aparecem cenas de foda, mas nego fode pra caralho, pode botar fé.


14- Can - Paperhouse


Por mais que não tenha nada de muito sensual, essa música dá um clima legal pra caralho e pro caralho. Sim, trocadilhos de merda vão aparecer nessa lista, eu acho. Enfim, o som do Can é mecânico pacas, e isso é uma boa variada no sexo comum.


13- Pavement - Newark Wilder


Você já tentou pensar durante uma trepada? Tipo, pensamentos sérios assim, até teorias complexas se brincar... É meio difícil, seus pensamentos embaralham rápido pacas. Basicamente, você tem 5 segundos de foco em questões não sexuais. E é fácil de se perder nesses 5 segundos. Essa música meio que me lembra dessa dificuldade de pensar, além de ser sensual em montes.


12- Serge Gainsbourg - La Décadanse


Colocar Gainsbourg nessa lista parece meio auto-paródia, mas, francamente, eu estou fazendo uma lista de músicas pra se ouvir fudendo... Eu MEREÇO entrar na zona da auto-paródia. Essa música em questão é bem o clichê geralmente associado à obra desse francês bêbado. Mas dá uma puta vontade de fuder.


11- My Bloody Valentine - Soon


Dá pra fazer tudo ouvindo My Bloody Valentine, e a música mais agitada do Loveless é boa pra meter. Toda a obra do MBV meio que me faz pensar numa mulher linda, existe algo de muito sedutor no som da banda.


10- Morphine - I'm Yours, You're Mine


Morphine é o som de 1000 almas trepando. Toda mulher vai parecer mais bonita ao som da banda, e toda foda vai parecer maior. O saxofone dessa música em particular é tão pervertido que é absolutamente irresistível. Claro que o vocal do Sandman também ajuda pacas nesse sentido.


Suponho que isso seja sua fuck music, se você for legalmente retardado.


09- Sonic Youth - Total Trash


Entra aqui nessa lista porque eu já trepei MUITO ouvindo isso aqui. Nem sei explicar direito, mas eu sempre vou me lembrar da cena da guria sem roupa, fumando um cigarro e olhando pela janela com esse som rolando.


08- Marvin Gaye - Please Stay (Once You Go Away)


Escolha óbvia, qualquer coisa do Marvin Gaye é bom pra dar uma juntada na mulherinha desejada. Falando nisso, não coloquei nada de Barry White nessa lista porque o cara é hors concours. Embora a música por mim escolhida do Gaye não seja a mais lembrada como exemplo de música sacana dele, é pra mim a que mais tem a ver nesse sentido. A voz dele nunca esteve melhor do que nela.


07- Mark Lanegan - Kingdoms of Rain


A voz do Lanegan nessa música não é um troço humano. O vocalista sempre imitou Tom Waits sem lá muita vergonha, mas aqui nessa música ele conseguiu uma identidade. A voz dele é cavernosa, e o contraste pra segunda voz no refrão é absolutamente sensual. Essa música é meio ameaçadora, mas algo nela é bastante encantador pra mim.


06- Funkadelic - I Wanna Know If It's Good to You


Isso aqui é fuck music bruta. É pra fuder, é pra trepar irracionalmente. Nunca outra música do universo clintoniano teve um groove tão irresistivelmente safado quanto essa aqui. Aqui não é pra pensar, e nunca foi pra pensar.


05- Beach House - You Came to Me


Um monte de gente curte vocal feminino por ser um troço sensual. E é mesmo. O vocal da Victoria Legrand não é exatamente sensual, mas é lindo, é irresistível. Essa voz simplesmente prende tua atenção, e quando ela começa com o "this is the right time for a holiday" meu coração sempre começa a dar cambalhotas.


04- Elysian Fields - Black Acres


Se tu és um cara doidão fã de coisas insanas, existem boas chances de você já ter batido umas 500 punhetas pela Jennifer Charles. Deus, não duvido nem que muita gente já vendeu a alma pra comer ela. E enquanto o Lovage seria uma escolha mais óbvia pra essa lista, a voz dela nunca esteve mais inacreditável do que em "Black Acres". O ritmo da música é contagiante, e a voz da menina realmente consegue ressuscitar qualquer morto.


03- Queens of the Stone Age - I Never Came


Nessa música, o Josh Homme simplesmente acertou tudo. A faixa tem aquele clima de última bebida, aquela reflexão bêbada e sem sentido. É também sexual pra cacete, talvez exatamente por isso. É uma trilha decadente, como lembrar daquela ex-namorada. O QOSTA nunca soou melhor do que aqui.


02- Death From Above 1979 - Going Steady


Uma vez eu escrevi aqui que o rock and roll tem um sentimento. O sentimento de se sentir bem, mas saber que você estaria melhor com uma buceta engatada em alguma parte. Essa música aqui é o resumo desse sentimento. É mais do que festa, é mais do que vontade, é mais do que tudo. Você quer o que você quer porque você tá nessa cultura. Ou deveria ser. Mas nos quase 3 minutos dessa faixa, é exatamente assim. Isso é o rock and roll.


01- The XX - Heart Skipped a Beat


Nem sei mais o que falar dessa música, eu falo tanto dela pra todo mundo. A mistura do vocal masculino com feminino é apaixonante, e a letra da música é excelente também. O som é tão suave, tão bonito, tão leve... Mas ainda assim, totalmente pesado emocionalmente. Nada soa mais sexy do que isso.


Perante a face do SENHOR, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com eqüidade.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Porto Alegre, 28/01/2010

"Chupa que é de uva"


Fragmentado. É tudo meio fragmentado. Não há uma sequência lógica. Não há uma sequência. Não tem como dizer como eu cheguei nesse ponto, não tem como tentar relacionar o que aconteceu com o que aconteceu. Nenhuma ação é justificada em outra ação, é tudo um quebra-cabeça imenso. É tudo um labirinto. Em um momento você está sentado na chuva, em outro você está em pé do lado da banda mais foda da história. E era lá que eu estava. Mas de que jeito?


Tem que existir algum limite pra sexualidade masculina, convenhamos. Não existe bissexualismo entre homens, e toda pessoa que defende essa noção merece apanhar. É simples assim: se você gosta de homem, mesmo que seja um pouquinho, você é gay. Entre mulheres não é assim porque, francamente, até a mais hétero das fêmeas sabe que uma mulher é um treco bem mais bonito do que um homem. Eu morro toda vez que eu vejo um homossexual com namorada sendo defendido porque ele é BISSEXUAL. Essencialmente, o guri é um homossexual que não consegue se assumir. Eu até entendo o viadão querer variar, parar um pouco de dar o rabo pra comer uma buceta. Agora, ninguém para um pouco de comer mulher pra dar a bunda. Ninguém varia nesse sentido. Se você é um rapaz que gosta de rapazes e moças, você gosta de rapazes. Ou seja, você é homossexual, por mais que isso seja, nesse mundo merda que vivemos, menos cool do que ser bissexual.


Eu estava lá. Eu nem sei bem dizer como eu estava lá. Mas eu estava lá. Eu já sabia como ia terminar. Eu ia acabar cansado, suado, sujo, com dor de garganta e com um certo sorriso babaca no rosto. Eu já sabia que eu ia ver os caras tocando aquelas músicas que eu decorei na porra da minha adolescência. De todos os rostos que você encontra, nenhum te marca. Nenhum te diz nada. Nenhum tem qualquer expressão. Nada mais interessa, por esses 15 minutos. Nada mais. Só a porra da espera. Nesses 15 minutos, sua vida não existe mais. Você não pensa, você não acredita, você não deseja. Não há qualquer sensação, só a espera. Só a espera.


Caminhando por essas ruas de Balneário Camboriú de noite, eu não consigo parar de pensar que, de novo, eu estou sozinho. E não é tão simples. Eu estou cansado de ficar sozinho, mas não consigo mudar em mim o que é necessário pra eu ter alguém que não seja eu. E não falo de relação física nem nada. Falo do conceitual da coisa. Sabe, a música é linda, mas não gruda na cabeça. Eu não queria estar andando sozinho nessa porra desse clima, mas não queria também ter que falar com alguém. Vou ser brega de vez então, foda-se. Aqueles dias acabaram comigo. Eram perfeitos. Eu não tinha preocupação alguma, eu não tinha pressão de ter que pensar em coisas elaboradas pra falar, eu não tinha que fingir nada, todas minhas vontades eventualmente estariam satisfeitas. E isso é uma merda, porque isso vicia. Nada mais faz lá muito sentido ou é muito empolgante. Ou talvez eu só precise fuder mais.


Pior banda do mundo.


Então começa. E então termina. O que ficou nesse meio? Toda experiência é assim, não é? Você passa por ela rapidamente, mas ela te deixa marcas. Essas marcas são a experiência em si. O que você viu ou ouviu não interessa, o que você viu ou ouviu é por pouco tempo. Você pode comer aquela garota que você sempre quis comer. Durante a foda, é uma foda. Você já fez isso antes. Mas depois de que a coisa em si acabou, você para pra pensar "porra, eu comi essa guria". Durante a coisa em si, tu não pensa. E é assim com tudo. Você ouve a música, mas tu só tem como saber se gosta quando ela termina. Enquanto a banda está tocando, é automático. Você está condicionado pra agir de alguma forma. Seja essa forma sair por aí caçando buceta, ou pular de um lado pro outro que nem macaco, ou se surpreender pelo que está acontecendo, todas essas ações já estavam decididas antes. Tudo isso não é do momento. O momento só existe na memória.


Quando eu fechei a porta do quarto, ela já foi tirando a roupa. Engraçado como as coisas são. Eu pensei demais nisso, mas, de alguma forma, não achei que ia acontecer. Parece que eu estava mentindo pra mim mesmo. A parte mais interessante de comer uma guria que tu nunca comeu é quando ela tira a calcinha. Tu viu a buceta dela, é real. Por mais que tu consiga imaginar peitos ou até bundas, tu não consegue imaginar a buceta. Tu não sabe como vai ser, por mais que bata 500 punhetas pra isso. Então, ela tirou a calcinha. Eu era aquele quarto, e aquele quarto era a minha casa. No final do dia, eu cheguei a conclusão de que nada se compara a isso. Não tem envolvimento, não tem dificuldade, não tem questões. Tu simplesmente age com toda sinceridade possível. Eu devo isso pra ela, e ela deve isso pra mim, mas ninguém deve nada pra ninguém. Isso é baita bonito. Ou foi só um dia cheio de putaria, sei lá.


you should ask for it like you mean it like you mean it


Eu sabia as letras. E, quando não sabia, saia improvisando qualquer merda. Não podia ficar calado, não podia ficar parado. O evento é isso. E eu me lembro da viagem. Eu me lembro das risadas sem sentido. Eu me lembro da tentativa de lembrar de tudo com precisão, tentativa essa que não deu muito certo. E o que aconteceu? Todo mundo nesse ponto já sabe que ninguém sabe ao certo. É um clichê, como o próprio clichê já é um clichê. Foi uma escolha estar lá, se foi uma escolha certa ou errada, eu só vou saber dependendo do que acontecer comigo nos próximos meses. É assim carente que eu ando ultimamente, coisa chata. Isso é minha insegurança. Eu acabei ficando meio inseguro desde o fim do meu namoro, e o ridículo é que foi mais ou menos há um ano e eu ainda nem me curei exatamente. Mas ainda assim, lá estava a banda. E eu não consigo acreditar até agora, e nem na hora conseguia. É algo que eu vou poder contar, e mesmo quando eu esqueça como foi o evento em si, eu nunca vou esquecer que estava lá.


Eu estava lá, porra! Foda-se você, foda-se eu. Eu estava lá...


"Marcai bem os seus antemuros, considerai os seus palácios, para que o conteis à geração seguinte."

sábado, 16 de janeiro de 2010

Clandestino

WHODÁMAN?!

Eu gostaria de começar me desculpando com meus 17 leitores pelo abandono relativo desse blog no último mês. Eu tenho viajado ultimamente, e tem sido bastante correria. Dito isso, eu gostaria de pedir licença pra falar merda. É isso que eu faço, né? Eu tenho um vasto conhecimento musical, além de um monumental arsenal sexual, mas o que eu gosto mesmo de escrever é patifarias. Só que não posso forçar, sabe. Eu IA falar agora que ontem tava passando 13 Fantasmas, e que o filme, que já era ruim pacas, perdeu bastante do impacto depois que eu descobri que um dos magrões do filme é o SALSICHA do Scooby Doo. Porra, aí não dá. Mas eu decidi não falar disso, porque ia parecer que eu tava falando merda só pra provar meu ponto de que falar merda é saudável. Então falei sobre falar isso, falando isso no processo. Uma meta-merda.

FALANDO EM MERDA!!!1!1!UM!


Esse tipo de coisa é foda... Por que tu levaria qualquer coisa a sério, qualquer coisa mesmo, sendo que no futuro tu pode perceber que o SALSICHA do Scooby Doo tava envolvido no barato? Meio que faz tudo parecer meio trivial. Levar tudo muito a sério é uma perda de tempo por isso. Tu muda teu ponto de vista em qualquer peido torto que tu der, e aí todo aquele tempo investindo uma carga emocional num barato acaba sendo perdido. Não to falando de coisa importante, tipo mulher ou buceta. To falando de arte. Pra que levar a sério a arte que tu curte? Pra que achar que uma banda é boa porque os caras tocam bem? Pra que achar que tal banda é ruim porque tu não entende a mensagem, e acaba achando simplório? Música não é um treco reto, não é uma ciência exata, e não existe bom gosto. Não é tipo queijo, assim. Ou peito de peru. Ou presunto. Ou SALSICHA.


Eu lembro de falar com um amigo sobre Manu Chao, e ele não gostava porque achava vazio, sem nada muito musicalmente chamativo. Isso não tá errado, mas também passa longe de estar certo. Esse francês doidão é uma das figuras mais injustiçadas pela galera 'alternativa'. Não é uma música que tu escuta, não é uma música que tu sente, não é uma música que tu entende. Basicamente, é uma música que tu fuma. É uma música que se não te fizer abrir nem uma porra dum sorriso, tu precisa tentar de novo. Então a galera que critica esse filho da puta por fazer um som babaca não tá errada, só não tá em sintonia com o feeling do cara. As músicas dele geralmente são tortas, repetitivas, e cheias de efeitos bizarros. Mas é tudo tão lindo.


ELE TAVA SÓBRIO!!!

Pegue uma "Desaparecido", por exemplo. Essa música é épica, e é uma puta duma composição simples. Tem algo de muito familiar nela, mas não parece com mais nada que existe. É meio foda de cantar junto a melodia, mas o barato gruda na cabeça. E o principal, me faz sentir bem. Eu me sinto bem ouvindo isso. Esqueço completamente qualquer tristeza ou frustração, esqueço completamente tudo que não é mais importante do que eu mesmo. Tu inevitavelmente para de pensar no lado ruim de tudo, e foca só em qualquer porra sem foco. Mas se tu tentar analisar de forma séria, tu vai perder isso. Então esse é meu ponto, música não foi feito pra ser levada a sério. Foi feito pra te fazer bem, ou te fazer mal se você quiser. Foi feito pra ditar tuas emoções, não ser controlada por elas. Foi feita pra existir acima do nível racional, acima de tudo. Então ouça Manu Chao. Se algum viado te criticar porque Manu Chao não é troo, mande tomar no cu três vezes. Cheers.



Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo

sábado, 26 de dezembro de 2009

At Least That's What You Said

TONIGHT... YOU!!!


2009 foi um ano alegre pra música. Saiu um monte de coisa foda, e como eu sou PUNK ROCK, HC e TROO ao mesmo tempo, eu faço top de músicas do ano. Se você gravar essas 10 músicas num cd e tacar nessa ordem certa, você fará sexo antes do final do dia. A menos que tu seja um fracasso com as fêmeas, que nem eu.


10- Grizzly Bear, "Two Weeks"


O Grizzly Bear é todo gay. Essa música é a mais gay de todas. Mas que se foda, é foda negar a beleza dessa porra. Eu baixei o disco deles quando ainda não tinha sido lançado, e a qualidade tá meio ruim, meio abafada. Baixei novamente depois, e preferi a versão abafada. Dá um clima mais intimista, e essa talvez seja a palavra que melhor defina essa música. Gay, e não intimista.


09- Atlas Sound, "Walkabout"


O nosso querido Bradford Cox acertou na parceria com o Panda Bear, e essa aqui talvez seja a música mais animada do ano. Não animada de dançante, até dá pra dançar se você for problemático. Mas na real, é animada no sentido de te levantar. É meio foda ficar triste ouvindo isso aqui, mais ou menos como Sublime. Só que não tem porra nenhuma a ver com Sublime. Mas os Beach Boys ficariam orgulhosos se ouvissem esse troço.


08- Animal Collective, "Brothersport"


O Animal Collective é a única banda com 2 músicas nessa lista, e isso porque foi impossível de deixar "Brothersport" fora dessa relação. A última faixa do glorioso Merriweather Post Pavillion é o amadorismo glorificado. Não parecem músicos, parecem pessoas se divertindo com efeitos eletrônicos. E eu digo isso do jeito mais positivo possível. O final da música, com aquela repetição, é uma das coisas que mais me ajudaram nesse ano de merda.


07- Them Crooked Vultures, "Bandoliers"


Eu achei que ia ser uma puta kill pariu o disco desse projeto. É meio bunda, mas divertido. O Dave Grohl continua sendo um merda, mas o Josh Homme tem subido bastante no meu conceito ultimamente. Eu já fui mais troo, verdade. De qualquer forma, "Bandoliers" é maravilhosa. A construção da porra da música é linda, o final é épico pra caralho justamente por tudo que veio antes... Que é... A própria música... É, algo do tipo.


PIOR BANDA DA HISTÓRIA!


06- Pains of Being Pure at Heart, "Come Saturday"


Pior nome da história. Sério. As bichinhas da Pitchfork GOSTAM do nome dessa banda, o que não é totalmente estranho nem inesperado. Se todo emo fosse que nem "Come Saturday", e se todo emo soubesse que porra é Pains of Being Pure at Heart, o mundo seria um lugar tão melhor. A música é toda apaixonadinha, bobinha e melosa. E eu sei que emo tá fora de moda. Mas você ainda pode encontrá-los por aí, discutindo sobre coisas que não entendem, pegando mulher na rua e dando a bunda no quarto.


05- Phoenix, "Lisztomania"


Tem um vídeo no youtube que mistura essa faixa com um bando de filme dos anos 80. E é bem por aí mesmo. "Lisztomania" é sobre dançar que nem retardado, e se você for retardado também pode dançar, e se preocupar menos com as coisas. Os caras do Phoenix são franceses. Eu aposto 10 reais como a banda um dia se chamou Penix.


04- Girls, "Lust for Life"


Só o ínicio dessa música, aonde o Christopher Owens canta com uma honestidade brutal que ele queria ter um namorado (e ele é hétero, a história por trás dessa letra é tão bonitinha... E não, eu não vou contar aqui, usem o google) já a colocaria entre as melhores do ano, mesmo que o resto fosse uma suíte de peidos. Por sorte, o resto é bem bonitinho também, e eu adoro a voz do cara. Era pra essa porra ter feito mais sucesso, principalmente entre os garotos mais sentimentais, mas eu aposto que muitos deles estão ocupados se batendo na frente do espelho, gritando "POR QUE EU GOSTO DE HOMEM?".


Essa foto é a pior foto do mundo por muitas razões. O Puff Daddy, vulgo P-Diddy ou Diddy Kong, está fazendo o que todos nós estaríamos fazendo nessa situção: Olhando os peitos da Jessica Biel. A diferença é que ele deve ter comido ela. E ele é o Puff Daddy. Pensar assim é foda, né?


03- Flaming Lips, "Evil"


Puta música estranha e torta, "Evil" é impossível de sair cantando, mesmo quando ela acaba. Mas mesmo assim fica na cabeça. O clima é absolutamente desesperador, do tipo que geralmente só é alcançado em filmes longos. Mas essa porra tem pouco mais de 5 minutos, e cada um desses 5 minutos é bem tenso. Mas, como não poderia deixar de ser por ser do Flaming Lips, a música é bem bonita também.


02- Animal Collective, "My Girls"


Até ontem, essa pra mim era a música do ano. E, na real, rola um empate entre essa e minha primeira colocada (que você nunca vai descobrir se não continuar lendo, ha-ha-ha... Eu sou sem graça, né? Como é que eu ainda não to escrevendo pra MTV tá além de mim). Mas o mundo é foda, e eu TENHO QUE ESCOLHER se não todos nós MORREREMOS. "My Girls" é absolutamente linda, a melodia vocal disso aqui não existe. Isso é o pop que devia ser pop.


01- The xx, "Heart Skipped a Beat"


"Heart Skipped a Beat" é o som de milhões de pessoas fazendo sexo. Só que não de um jeito desconfortável. Na real, esquece essa minha metáfora. O som é tão sensual e sedutor que é impossível não pensar naquela mulherinha. Em qualquer uma. Na real, "Heart Skipped a Beat" me passa a mesma coisa que eu senti com qualquer uma das mulheres que eu já quis na vida. O som é tão tranquilo e fácil que parece que vai cair. É leve pra cacete, mas não é música pra se ouvir limpando a geladeira. Esses filhos de puta conseguiram um troço bem especial com essa música.


Espero que tenham gostado.


O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sono

"DORGAS É VIDA, MANO!"


Eu gosto de gurias malucas. Quanto mais freak, melhor. Mas não que faça pose de louca, que seja legitimamente insana, sem controle. Que seja aquele enigma, aquela pessoa mais estranha da sala. Assim, garotas normais, pra mim, daquelas totalmente equilibradas e que se portam do jeito mais socialmente aceitável possível, não tem graça quase alguma. Não que eu me ache um MESTRE fudendo, mas esse tipo de guria é fácil demais pra mim. Não tem dificuldade alguma em fazer um estrago na guria. Porra, isso soou muito como se eu tivesse pagando de comedor. Não gostou? Faz assim, cria um blog falando o quanto você não gosta que os outros paguem de comedor em blogs. A verdade é que eu nunca gostei daquela guria perfeita, eu sempre gostei daquela totalmente errada.


A questão está no desafio, justamente. Não só sexualmente falando, em todos os aspectos. Até na questão de rotina. Isso tudo soa meio machista, mas meu ponto é que eu adoro guria "problemática". Nem é por aquele clichê que diz que elas fodem melhor. Não necessariamente isso é verdade. Agora, elas te forçam a fuder melhor. Elas te forçam a pensar melhor tudo que você faz ou deixa de fazer. É tudo pelo estímulo intelectual da coisa. Como jogar xadrez contra um oponente estrategicamente perfeito. É sobre ter o controle, perder o controle, recuperar o controle, perder de novo, e assim vai. Meio longa minha introdução, né? Já sabe o que fazer, né? Cria um blog fazendo campanha contra introduções longas. Eles são de graça, e é uma boa forma de passar o tempo. Não gostou da minha sugestão? Cria um blog que fala mal de blogs que falam pra você criar um blog.


Observe como eu lentamente chego no assunto, que é a banda acima...


The xx é mais ou menos uma boa trilha pra isso tudo. É a imagem daquela garota estranha e todos seus rostos diferentes. A sensualidade nas batidas erradas é incrível. Enquanto o Death From Above é mais fuck music puro, algo mais bruto, o xx é mais foda de explicar. Quando você vê uma garota nua na cama, tua primeira reação não é enfiar o pau na buceta dela. Se for, parabéns, você é um bosta, e uma versão sexual do MESTRE DO ÓBVIO. Essa reação que você tem a uma mulher sem roupa na sua frente, essa sensação é o som do The xx. É sobre não saber o que fazer, e simplesmente ir com o instinto. Aplicar alguma lógica aqui e ali, mas é basicamente seguir o irracional. Desistir de pensar. Por isso, tentar analisar o som da banda é impossível. Traçar um paralelo entre eles e outros artistas é babaquice. Não interessa que tipo de som eles fazem. Não interessa quem são suas influências.


O que interessa é que o som da banda é a trilha perfeita pro meu tipo de mulher. Não importa se a guria é linda ou feia. Não importa se ela tem bunda ou não. O que importa é o desafio de deixar seu irracional cada vez mais afiado, mais preparado. Focar mais nas pequenas coisas, olhar mais pras distâncias entre os espaços. The xx foi uma surpresa boa pra caralho pra mim. As bichinhas da pitchfork colocaram o disco no top 5 deles do ano. Eu faço a mesma coisa, mesmo sem ter ouvido muito. É um disco apaixonante, sedutor, fuck music no sentido mais raro do termo. Fuck music no sentido do que você faz antes de estar com o aquilo naquilo, ou seja, com o pau na buceta. Antes até das preliminares. Acabo de perceber que, se você não conhece a banda, provavelmente não vai ter idéia alguma de como é o som lendo isso. Bom pra você, e descubra logo.


O que esses rapazes querem descobrir logo como é dar a bunda no dia 20/12/2009.


Eu só gostaria de encerrar com algum encerramento engraçadinho. Tipo... Um cara tinha uma plantação de buceta, um dia chuveu pra caralho e fudeu tudo! Old as fuck, mas se os idiotas do CQC conseguem ganhar dinheiro reciclando merda mais velha ainda, por que eu não posso usar isso de gracinha no meu blog? Não gostou, já sabe o que fazer, né?


Tanto os cantores como os que tocam instrumentos dirão: Todas as minhas fontes estão em ti.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Delírios de Jogar Futebol

Howdy!

Ficar sem internet é uma praga. É uma doença. É uma tragédia. É uma merda, na real. Não tem como entrar naqueles sites tipo youtube que rola putaria. Não tem como ficar dando em cima de ninguém quando tu tá de cueca no seu quarto. Você fica desconectado do mundo. O Lombardi morre e ninguém te avisa. E todos aquelas imagens engraçadinhas ficam bem mais distantes. E nem me faça começar a falar da ausência do download. Downloads são legais. Baixar música é massa. Se achar um pirata safado porque tu baixa música e não paga não é mais cool, nem é kitsch ainda. Mas fuck the heck, eu sou um pirata safado. E aqui estou eu, numa lan house, postando no blog pra não ALIENAR meus 17 leitores. Fiz uma lista com 10 tópicos. Tudo muito verdade.

1- Ouçam Jessamine. É legal. É tipo um Bardo Pond mais sem noção. E olha que isso é difícil. Tá, não é bem por aí. Mas ouçam. O debut deles é um petardo.

2- Aproveitem o embalo e ouçam Flying Saucer Attack. Fica uma delícia com cerveja, ou coisas que te fariam ser preso na rua.

3- Stereolab é a banda pop perfeita, e isso atrapalha a banda. Pop é pra ser tosco, mal feito e mal realizado. Quanto pior, melhor. Ninguém avisou nada pra esses magrões. As melodias do Stereolab são inteligentes e catchy, e a banda é muito foda. Mas eu quase nunca ouço porque é perfeito demais.

4- Gorillaz é massa. Não deixe que nenhum troo te convença do contrário.


Bosta de banda.


5- Conheci uma guria cuja banda favorita é MEGADETH. Tem algo errado aí. Já conheci muita gente que ADORA Megadeth, eu mesmo gosto da banda, mas me parece meio improvável que a banda favorita de alguém seria Megadeth. O cara pode levar a discografia de uma banda pra uma ilha deserta, e essa banda seria Megadeth? Tem algo de muito errado aí. Provavelmente relacionado a abusos na infância. Tem gente que se fode desde cedo, pessoal.


6- A banda que eu levaria pra ilha deserta? Pixies. Fácil.


7- "Fluorescent Adolescent" é oficialmente a melhor música de uma banda que eu não gosto. Eu realmente tentei gostar de Arctic Monkeys, e eu realmente tenho que TENTAR não dar um tiro em todo babacão que chama o Alex Turner de POETA. O disco novo da banda é overrated, o primeiro é bem fraquinho. O segundo não é grandes coisas, mas tem FA. Que é uma música foda.

8- Jamiroquai é uma banda massa, meio subestimada. Esquecidinha. Sei lá. Vale uma ouvida. O cara é branco, mas tem um swing inegável. Isso soou gay.

9- Metal Slug com ela é a melhor coisa do universo. Depois de sexo. E macarrão. E baseball.

10- SEUCU!


Porquanto eles não atentam para as obras do Senhor, nem para o que as suas mãos têm feito, ele os derrubará e não os reedificará

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

hardtoexplain

Yo dawg!


Eu acho que nunca parei pra falar da cidade aonde eu moro. Não que seja um lugar particularmente curioso, mas tem sido o meu mundo nos últimos 5 anos. Aqui eu vi de tudo. Eu vi o lado bom, aquela dança perfeita quase no final da festa. Eu vi também o lado ruim, quando aquela guria perfeita no final da festa está agarrada num outro esperto. Eu estive em tudo quanto é lugar sem sair da porra do meu quarto. E por todos esses anos, meu quarto viu as mudanças em mim. Se ele pudesse falar, tenho certeza que diria pra todo mundo que eu sou punheteiro. Esses trecos são vingativos.


O que eu estou tentando dizer é que essa cidade é tudo que eu conheço, tudo que me interessa. Aqui, eu vi idéias sendo jogadas em caminhões de lixo, eu vi a loucura. Um dia, eu e uns amigos estávamos na praia... Nessa praia tem umas pedras que ficam bem no começo do mar, não é um treco incomum. Eu e um amigo subimos a pedra, a maré tava alta e a gente se molhou pra caralho... Fomos até o final da pedra, onde paramos pra fumar um cigarro na chuva. O amanhecer foi prateado, o mar estava louco bem do nosso lado. Nada mais existia. Só aquela cor... Só aquela cor.


Os Power Rangers curtindo as férias num hotel em Balneário Camboriú, SC.


Eu estou falando de Balneário Camboriú, cidade do litoral de Santa Catarina. As mulheres aqui são lindas, você fica maluco andando na rua. O clima é meio filho da puta, ou é muito quente ou é muito frio. Os dias com uma temperatura no meio disso são raros. Acho que tem muitas coisas pra fazer aqui. Se você algum dia se encontrar nessa cidade, coma o frango frito que tem no Shopping Atlântico. Perto desse Shopping, ainda na avenida Brasil, tem uma loja chamada Three Cool Cats, onde tu encontra um monte de coisa foda. É uma loja de rock and roll, no sentido mais amplo do termo. Se eu conseguisse descrever a guria que trabalha lá, eu certamente estaria ganhando dinheiro com o que eu escrevo. Eu ia descrevê-la como "absolutamente linda", mas ela é bem mais do que só isso. A combinação dela com a loja em si faz todo o lugar parecer ser retirado de algum filme. É uma experiência única, a loja tem um clima diferente do resto da cidade, e eu digo isso no sentido mais positivo possível.


Outro lugar que você tem que ir se estiver em BC é a praça da Heineken. Nessa praça, tem dois bares, um deles é o bar da Heineken, que eu tenho certeza que tem algum nome diferente, mas se você for lá vai entender o motivo de ser chamado assim. Mas na real, não vá no bar da Heineken, vá no do lado. Além de ser melhor e mais barato, não me deixaram mijar na Heineken esses dias. Então não vá lá. Na real, vá lá e diga que você não vai tomar nada porque não me deixaram mijar. Na real, vá lá com uma galera, beba a porra da geladeira toda deles, e saia sem pagar, deixando um bilhete avisando que é pra eles pararem de impedir as pessoas de mijar lá dentro. Vamos, meus 17 leitores, me vinguem!


Na minha rua, a 1500, tem um sebo onde eu comprei a Divina Comédia, na sua melhor edição, completa por 27 reais. Se brincar, ainda tem coisa foda lá. Nas antigas tinha. Na Barra Norte, tem um pier que serve pra fazer coisas alegres de modo isolado. E não digo isso no sentido gay da coisa, embora role sim uns velhos que vão lá dar a bunda pros beach boys de BC. Por sinal, isso você encontra bastante, aqueles moleques sem camisa andando de bicicleta que comem cu de bicha véia por 15 pila. Troo story, meu vizinho era um grande cliente desses rapazes. A praia de Balneário é um lugar esquisito, estranhamento melancólico. Ficar sentado nessa praia olhando as pessoas andando sem direção é um convite ao suicídio. Um lugar onde milhões de jovens descobrem que poesia geralmente é uma merda. Ou deveria ser assim.


Pior banda do mundo.


Estou ouvindo Placebo agora. Detesto Placebo. Eu não sei porque eu faço isso comigo mesmo. Eu poderia estar dormindo, mas eu queria tanto terminar isso. Foda que não tá ficando do jeito que eu queria. Eu queria pintar esse lugar aqui como um lugar cool, com um clima meio noir. Uma cena com um cara andando de terno, em preto e branco, numa rua vazia, fumando um cigarro que combina com a fumaça saindo gentilmente do chão. Esse tipo de coisa. Mas na verdade, essa cidade não é assim. É um lugar que demora pra crescer em você. Você demora pra ver além da óbvia superficialidade do lugar, e mesmo assim você tem que se esforçar um pouco mais pra chegar no realmente intelectualmente estimulante. Talvez seja como olhar pras nuvens. Não é só o que você quer ver, nem só o que está lá. Tem que rolar uma combinação dos dois lados.


Então é esse meu tour, eu acho. Vá na Three Cool Cats, depois vá no Shopping Atlântico comer frango, depois dê umas voltas pela praia, depois passe no Bolacha e compre uma Catuaba, que deve ser bebida na praça da Heineken. Essa é a minha cidade. Balneário Camboriú é um lugar bom pra andar sem muito rumo. É uma cidade boa pra só sentar num banco, olhar pro infinito e fumar um cigarro. Não é a cidade perfeita, mas é a única cidade aonde eu moro. E é mais ou menos por aí.


E ele os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou com a perícia de suas mãos.